“O IMPERADOR E O ASSASSINO”: TUMULTUADO E COMPLICADO COMO A GUERRA

Passado no século III a.C., o épico de Chen Kaige pode ser entendido como uma parábola sobre a ascensão de Mao Tsé-tung

Em O Imperador e o Assassino (Jing Ke Ci Qin Wang/The Emperor and the Assassin, China/França/Japão, 1999), o diretor chinês Chen Kaige parte de um episódio histórico real e supera até seu trabalho mais célebre, Adeus Minha Concubina, de 1993. No século III a.C., o rei Ying almeja unificar a China e tornar-se seu imperador. Para tanto, manda sua mais querida concubina (a bela Gong Li) contratar um matador. O objetivo é forjar uma tentativa de assassinato: salvando-se, o imperador parecerá invencível a seus inimigos. Só que o soberano se torna cada vez mais truculento, o que enche a concubina de repugnância. Pior: ela se apaixona pelo assassino (Zhang Fengyi, excelente). O filme não é fácil de acompanhar, mas cresce em interesse a cada minuto. Visualmente, é um espetáculo, tão estranho quanto opulento. E, por fim, pode ser entendido também como uma parábola sobre a ascensão do líder comunista Mao Tsé-tung.

E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?

Odisséia à moda americana

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“NENHUM A MENOS”: SOZINHA NO MUNDO

No drama social de Zhang Yimou, uma menina de 13 anos assume responsabilidades adultas

Vencedor do Festival de Veneza, Nenhum a Menos (Not One Less/Yi Ge Dou Bu Neng Shao, China, 1999), o novo trabalho do diretor chinês Zhang Yimou, de Lanternas Vermelhas, tem como cenário a paupérrima escola rural de uma região montanhosa. Incumbida de substituir provisoriamente o professor titular, Wei Minzhi, uma garota de 13 anos, recebe uma única recomendação: não permitir que os alunos debandem (há também uma magra, mas muito bem-vinda, recompensa financeira em jogo). Quando um garoto particularmente rebelde foge para a cidade, pressionado pela necessidade de ganhar algum dinheiro para a família, a jovem professora parte em seu encalço, obstinada em resgatá-lo. As dificuldades pelas quais Wei passa são terríveis — mas as enfrentadas pelo fujão são ainda maiores. O filme é uma lição sobre como abordar temas sociais apoiando-se nos personagens, sem dogmatismo. Os atores, na maioria amadores, interpretam a si mesmos.

X-Men – O Filme

A vingança dos excluídos

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007 – O Mundo Não É o Bastante

Garotas, cheguei.

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Blog de Cinema e TV da jornalista Isabela Boscov.

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