Arquivo da tag: Isabela Boscov

Uma Nova Amiga

Bastou as garotas Laura e Claire se olharem, no primeiro dia de escola, para tornarem-se melhores amigas para sempre, íntimas e inseparáveis.
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Samba

O senegalês Samba Cissé (Omar Sy) vive há dez anos como imigrante ilegal em Paris, lavando pratos, na esperança de ser brevemente conduzido ao posto de assistente de cozinha – sonho que ganha um fim abrupto quando, por descuido, Samba se deixa pegar pela polícia.

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A Menina dos Campos de Arroz

Os pais de A Qiu, de 13 anos, migraram para a cidade para trabalhar, e há anos ela não os vê: ela ficou com os avós e o irmão menor numa rústica e antiga casa de madeira igual a todas de seu pequeno e remoto vilarejo, frequentando uma modesta escola rural. Continuar lendo A Menina dos Campos de Arroz

Exterminador do Futuro: Gênesis

Sim, ele voltou

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Luther – Primeira Temporada

No papel do inteligente, obstinado e pouco afeito às regras inspetor John Luther, o maravilhoso Idris Elba explora atributos que o tornam cotadíssimo para ser o primeiro James Bond negro, assim que Daniel Craig aposentar sua licença para matar: elegância inata, autoridade natural, grande presença física, alergia a figuras de comando e uma veia pronunciada de perigo.

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EM “DÍVIDA DE HONRA”, UMA BELEZA BRUTAL

Em atuações excepcionais, Hilary Swank e Tommy Lee Jones – ele também diretor e roteirista – invertem os sinais do Velho Oeste

Em seu canto de Nebraska, em 1854, a fazendeira Mary Bee (Hilary Swank, excelente) é um modelo de autossuficiência, diligência, moral e higiene. Findo o trabalho duro na terra, todos os dias, ela toca notas que só pode ouvir em sua cabeça, usando uma tapeçaria bordada como um piano: Mary Bee vive propondo casamento aos homens das redondezas, mas ninguém quer se casar com uma mulher tão assustadoramente capaz. Tanto, na verdade, que é a única que se dispõe a fazer um dificílimo trajeto de semanas para reconduzir à civilização três mulheres que enlouqueceram com a pobreza, o isolamento e o inverno de Nebraska.

Mary Bee alista como seu ajudante o vagabundo George Briggs (Tommy Lee Jones, também diretor e roteirista, e ator como sempre excepcional), que ela salvou da forca mas que não lhe retribui com gratidão: George é, como todos ali, vítima de uma vida tão brutal que se divorciou de seus sentimentos. Ou quase; no percurso, ele e Mary Bee formarão uma conexão tênue e de desfecho terrível. Como em outro magistral trabalho seu na direção, Três Enterros (2005), Tommy Lee Jones inverte os pontos de vista clássicos do western para desconstruir e rearranjar seus significados. O resultado é de uma beleza devastadora.

(The Homesman, Estados Unidos/França, 2014)

Publicado originalmente na revista Veja em 25/03/2015