No streaming: 4 coletâneas de mistério e terror

Novas versões dos clássicos “The Twilight Zone” e “Amazing Stories” e inusitadas antologias da Noruega e da Índia somam 25 histórias para fãs de jogos mentais


Amazing Stories

Onde: Apple TV

Produzida por Steven Spielberg entre 1985 e 1987, a antologia original hoje está quase esquecida, embora merecesse ser lembrada: boas histórias, elenco excelente e diretores do calibre de Martin Scorsese, Robert Zemeckis, Joe Dante, Clint Eastwood, Tobe Hooper e Irvin Kershner (além do próprio Spielberg) atingiram uma média altíssima de êxito para a enorme quantidade de episódios – 45, em duas temporadas. Agora, Spielberg ressuscita a ideia em cinco episódios alentados que têm comum o clima das histórias de mistério contadas em volta de uma fogueira e a sensação das coisas perdidas e que não voltam mais.

Os melhores episódios: Dynoman and the Volt, em que o maravilhoso Robert Forster lida com as limitações da idade e as expectativas de seu neto, e Signs of Life, em que uma garota não mais reconhece a mãe que despertou de um coma de seis anos.

(Amazing Stories)

Coletivo Terror

Onde: Netflix

Em seis episódios de apenas meia hora cada, esta antologia norueguesa explora ideias interessantes – o rqapaz que talvez tenha saído cedo demais da internação pisquiátrica, a jovem professora primária que acredita estar libertando o espírito de crianças assassinadas, a aspirante a escritora que vê o que escreve começar a se realizar. Nem sempre as histórias se resolvem a contento, mas ainda assim elas valem pela veia pérfida: aqui, quando um personagem acha que vai se dar bem, invariavelmente está dando o primeiro passo para a ruína.

O melhor episódio: o primeiro, Ultimate Sacrifice, em que uma dona de casa insatisfeita com a mudança para uma cidade pequena descobre um antigo ritual para recuperar o que perdeu.

(Bloodride)

Quatro Histórias de Fantasmas

Onde: Netflix

O maior atrativo aqui é o exotismo: a maneira como os quatro diretores indianos à frente destas histórias manifestam o fantasmagórico e o sobrenatural é um bocado diferente – e quase sempre muito intrigante. Outro ponto que merece destaque é a condução das tramas, sempre em um crescendo de apreensão e estranhamento.

Os melhores episódios: o primeiro, sobre a jovem cuidadora de uma velha senhora doente, e o terceiro, em que um funcionário público desembarca numa cidadezinha arrasada e ouve das duas crianças que sobraram no local que os adultos viraram devoradores de gente.

(Ghost Stories)

The Twilight Zone

Onde: Prime Video

É bastante irregular o saldo desta versão de Jordan Peele, o diretor de Corra! e Nós, para o ultraclássico seriado criado por Rod Serling e exibido entre 1959 e 1964. Enquanto uma grande quantidade dos 156 episódios de Serling cai na categoria do genial, as dez tramas de Peele incluem algumas sem propósito claro (A Traveler, sobre um homem que aparece misteriosamente na cela de uma delegacia no Alasca), outras bastante óbvias (Not All Men, em que uma chuva de meteoros desperta a fúria masculina) e outras tantas com boas premissas mas execução desapontadora (The Comedian, em que as piadas de um humorista literalmente cancelam a existência de certas pessoas). Ainda assim, há histórias intrigantes em quantidade suficiente para justificar a espiada – como Nightmare at 30,000 Feet, em que um podcast antecipa as tragédias que acometem um voo, ou Point of Origin, em que uma dona de casa vê sua vida perfeita desmoronar.

Os melhores episódios: Replay, em que uma mãe tenta desesperadamente evitar a perseguição de um xerife racista, e o ótimo Six Degrees of Freedom, sobre uma missão que parte para Marte no exato momento em que uma guerra nucelar destrói a Terra.

(The Twilight Zone)

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