Cinco (ou seis) séries que valem a pena na AmazonVideo

Acervo disponível no Brasil ainda é pequeno, mas alguns títulos se destacam


É melhor já começar avisando que não tive tempo de investigar todas as opções que a AmazonVideo disponibiliza aqui, e algumas das que ainda não vi parecem bem atraentes e já estão na minha lista (como The Looming Tower, com Jeff Daniels à frente de um elenco ilustríssimo). Mas as cinco que comento aqui estão vistas e aprovadas:


1. The Good Fight

Alicia Florrick (Julianna Margulies), a protagonista da ótima The Good Wife, deixou a firma de advocacia depois de sete temporadas e não vai mais dar as caras. Mas você nem vai mais pensar nisso depois de cinco minutos na companhia da ex-sócia dela, a indomitável Diane Lockhart (a grande Christine Baranski). Separada do marido que pulou a cerca (Gary Cole) e com um belo pé-de-meia guardado, Diane anda pensando em comprar uma villa na Toscana e ir curtir a vida quando descobre que tudo deu errado. Não só tem de voltar ao batente como o peixe fora d’água numa firma só de negros – a única que a aceita –, como está sob pesada investigação criminal. É uma versão condensada (a primeira temporada tem só 10 episódios) mas igualmente bem escrita, atual e divertida da extinta série-mãe. Quase impossível resistir a fazer maratona. A segunda temporada, com 13 episódios, acabou de estrear nos Estados Unidos.

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2. The Marvelous Mrs. Maisel

Caí de amores pela efervescente e esfuziante Midge Maisel (Rachel Brosnahan), uma perfeita dona de casa dos anos 50 que tem dois filhos pequenos e um vidão no seu vasto apartamento no Upper West Side nova-iorquino – mas que, deixada sem aviso prévio pelo marido, toma um porre e, de camisola, ruma para um clube de comédia no Village, onde estraçalha com um número escandalosamente autobiográfico e se descobre um talento natural do stand-up. O piloto da série criada pela Amy Sherman-Palladino de Gilmore Girls (que aqui supera em muito seu trabalho mais famoso) demora um bocadinho para engrenar, mas nem em pense em desistir. Rachel Brosnahan é um assombro (aliás, todo o elenco é), e a comédia rápida, ferina, incisiva e coreografada nas falas breves e fechadas do stand-up não acontece só quando Midge está no palco; acontece o tempo todo, em todos os diálogos.

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3. StartUp

Um jovem banqueiro muito certinho, uma ás da programação com sérios problemas de personalidade, um gângster haitiano desesperado para tirar sua família do gueto, um agente do FBI de moral um bocado flexível e capaz de coisas que nem ele próprio suspeita: o que essas quatro pessoas têm em comum? Moram todas em Miami, primeiro. E, segundo, suas vidas vão se enroscar de maneiras imprevistas nesta série muito boa, muito tensa e repleta de reviravoltas produzida pela plataforma emergente Crackle. Começando por Martin Freeman e pelo pouco conhecido Edi Gathegi, e continuando com Adam Brody (de The O.C.) e a novata Otmara Marrego, o elenco em si já valeria o programa. Na segunda temporada (há uma terceira a caminho), o time ganha um reforço de peso, com Ron Perlman entrando na jogada.

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4. Goliath

Assisto a qualquer coisa que Billy Bob Thornton faça: o sujeito é absolutamente fascinante. E esta é uma série sob medida para ele. No papel de Billy McBride, um advogado que um dia foi poderoso, mas perdeu a firma, o respeito, a dignidade e qualquer outra coisa que ainda lhe restasse para o ex-sócio (William Hurt, em um personagem tétrico), Billy Bob faz aquilo que é a sua especialidade – obfusca os outros personagens e o espectador, confundindo suas expectativas enquanto persegue um caso que caiu no seu colo e que, inesperadamente, pode ser a chance que ele não esperava ter de acertar as contas com as pessoas do seu passado. O título faz referência à história de Davi, o homem que derrotou com uma pedrada certeira o gigante Golias. Resta saber quem é Golias aqui – se o ex-sócio tenebroso ou se Billy McBride mesmo, tão eficiente como seu pior inimigo que nem precisa de outros que desempenhem essa função.

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5. McMafia

Logo depois que o comunismo soviético ruiu, iniciou-se um trânsito cada vez mais intenso de oligarcas, mafiosos e milionários russos de todas as estirpes para Londres: eles adoram a cidade (e como não?) e, com suas fortunas, praticamente colonizaram bairros caríssimos como Kensington. Na esteira desse movimento, veio outro, de ligações perigosas no mercado financeiro londrino e de relações políticas muito voláteis com o governo inglês (vide o recente episódio do envenenamento do ex-espião Skripal e de sua filha, Yulia, que virou crise diplomática global). McMafia explora essa turbulência pegando várias páginas emprestadas da cartilha de O Poderoso Chefão: Alex Godman (James Norton), filho de um ex-mafioso russo (Aleksey Serebryakov, de Leviatã) que agora passa o dia entornando vodka e recusando-se a falar inglês, é um jovem banqueiro que só joga pelas regras. Até, claro, a vocação original da família se manifestar nele e levá-lo a acordos terrivelmente escusos com o crime organizado indiano, tcheco e mexicano (com o brasileiro Caio Blat no papel do líder do cartel) e também com um membro do Parlamento israelense (David Strathairn). Isso, sim, é intriga internacional, ao pé da letra.

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