divulgação

Entrevista com Jack Huston

 

“É bom lembrar que somos capazes de grandeza”, diz o ator de Ben-Hur


Entrevista


Doce, gentil com todo mundo, educado, alegre: o inglês Jack Huston não só deixou ótimas impressões durante sua passagem pelo Brasil para promover Ben-Hur, como por acaso preenche todas as qualificações para interpretar o príncipe judeu Judah, protagonista do filme dirigido pelo cazaque Timur Bekmambetov. Jack é, de fato, quase um príncipe. Pelo lado paterno, ele descende daquilo que Hollywood tem de mais próximo de uma aristocracia: é sobrinho dos atores Danny Huston e Anjelica Huston e neto de John Huston, o diretor de clássicos sensacionais como Uma Aventura na África e O Tesouro de Sierra Madre. Pelo lado de sua mãe, Lady Margot Lavinia dos marqueses de Cholmondeley, seus antepassados incluem Robert Walpole, que em 1721 se tornou o primeiro de todos os primeiros-ministros britânicos, o riquíssimo David Sassoon, que foi tesoureiro de Bagdá de 1817 a 1829, e os igualmente riquíssimos Rothschild, da dinastia de banqueiros.

Mas deixe para lá a árvore genealógica: Jack, de 33 anos, é um ator talentoso, sem frescuras e sem medo. Junto com o também inglês Toby Kebbel, que faz o romano Messala, grande inimigo de Judah, ele agarrou a chance de entrar no circo romano e fazer, sem computação gráfica e na raça, a ferocíssima cena da corrida de quadrigas que é o clímax de Ben-Hur. Mas diz que, além da adrenalina, foram outras emoções, mais delicadas, que o atraíram no personagem: “Somos capazes de atrocidades medonhas. Mas, às vezes, precisamos ser lembrados não só do mal que podemos fazer, como também dos momentos de grandeza e bondade que temos em nós”. Eu teria virado fã de Jack na hora – mas já era fã dele antes, pelo seu belíssimo trabalho na série Boardwalk Empire, em que ele fez o mais bonito e o mais triste de todos os personagens, um veterano da I Guerra Mundial que perdeu metade do rosto no campo de batalha.


Veja aqui a crítica do filme

Veja aqui a entrevista com Rodrigo Santoro


4 comentários em “Entrevista com Jack Huston”

  1. Perdoai-os, Pai, pois eles não sabem o que dizem.

    Principalmente o que andam comentando por aqui.

    Que Deus tenha piedade de vós.

    *

    Liberados para o Céu, tocando harpa na Paz do Nosso Senhor:

    Rodrigo Santoro, o MELHOR e mais convincente Jesus Cristo de todos os tempos; pois é o mais realista, fraterno, próximo e humano possível. Um humilde trabalhador na multidão. O carpinteiro que redimiu a Humanidade com sua mensagem de perdão e sabedoria contundente e corajosa que ameaça os maus e poderosos.

    Morgan Freeman, como sempre perfeito no papel de Morgan Freeman.

    Os responsáveis pela direção de arte, cenografia e ambientação belíssimas, em locações perfeitas. Nos dão a impressão de estarmos em Jerusalém.

    Os roteiristas sensíveis e fiéis á mensagem de nosso Salvador, por terem a coragem de fazer deste um filme ORIGINAL, independente e com vida própria, principalmente por mudar o final, coerentes com o espírito de Cristo ao influenciar a decisão do herói ao aceitar Jesus em seu coração em sua mensagem de perdão pelos pecados, reconhecer seus erros antes de julgar os outros e a redenção final na reaproximação da família. Eu quase chorei quando os dois inimigos se reconciliaram. Aleluia, irmãos!

    (Até me lembrei da canção de Roberto Carlos: “Inimigos se abraçaram / Juntos festejaram / A Paz tão esperada aconteceu!”)

    *

    Condenados ao Inferno, sem direito a recurso:

    O montador, que esporeou demais no galope ao acelerar tanto o ritmo dos cortes de planos que nem nos deu tempo de apreciar as belíssimas imagens dos ambientes, desperdiçando o trabalho dos artistas e quase pondo tudo a perder.

    Toby Kebbel, o desastre total na escolha do elenco. Com aquele rosto extremamente vulgar e a cara de Zé Mané, a permanente expressão de moleque flagrado em delito roubando doces, as sobrancelhas tristes de menino chorão, os olhos chorosos de quem está prestes a abrir o berreiro, a boquinha aberta onde qualquer mosca pode entrar e sair á vontade, ele JAMAIS convenceria como um CAPITÃO DO EXÉRCITO DO IMPÉRIO ROMANO. Nem criancinha acredita que ele é o temível corredor de quadrigas Messala. Toda vez que ele aparecia na tela, eu queria gritar: “Fecha a boca, bocó!” Sozinho, ele quase afunda o filme inteiro como uma galera romana que levou um esporão de um trirreme grego.

    Que o Diabo os carregue.

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    1. oh-oh. Comentário postado na página errada. Era pra ser na crítica do filme, não da entrevista. É nisso que dá escrever cansado na saída do cinema. Ainda estou zonzo daquela corrida no Circo Romano. Mas eu juro em nome de Rodrigo Santoro que isso não vai acontecer de novo. Isabela, pelo amor de Georges Méliès, DELETE esse comentário aqui e deixe o mesmo na página com sua análise sobre o filme.

      Obrigado por sua compreensão.

      Ou em bom russo:

      Благодарим Вас за понимание.

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  2. É, a entrevistadora fez o melhor possível e lançou uma chance de ouro para o astro dizer alguma coisa que soasse relevante sobre a geopolítica / ideologia / religião no contexto de 2016. Mas não adiantou: lá pelo meio da conversa, na hora de falar algo novo ou profundo sobre a maldade infinita do Estado Islâmico ou o beco sem saída em que se encontra o atual Estado de Israel, o principezinho Jack Huston tanto choveu no molhado e repetiu platitudes tão redundantes e piegas sem acrescentar coisa alguma que até pareceu um brasileiro. Mas o que você poderia esperar de uma estrela de Hollywood que vive num mundinho da fantasia tão seguro e confortável e absolutamente á parte da realidade de 99,99% da Humanidade?

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