Divulgação

Penny Dreadful – A Terceira Temporada

Série de terror é a mais ambiciosa e a mais extraordinária em cartaz na TV

Divulgação

Quer ver um exorcismo em que realmente se sente a presença de um mal invencível? Penny Dreadful mostra um ritual de fazer gelar o sangue. Um massacre tão horripilante que é impossível ter sido perpetrado por um ser humano? Penny Dreadful tem mais de um. Vampiros que não podem esconder as deformações dos seus séculos de não-morte? Em Penny Dreadful, eles são repelentes. Criaturas costuradas de partes de cadáveres, hediondas na sua anormalidade e tristíssimas na sua solidão? Penny Dreadful compreende a fundo o drama das abominações criadas pelo doutor Victor Frankenstein. Um aprendizado na arte da feitiçaria tão convincente no seu simbolismo que se começa a acreditar que as bruxas são de fato reais? Em Penny Dreadful, os episódios que Eva Green passa à mercê de Patti LuPone, em um pântano de árvores retorcidas, são inesquecíveis.

Divulgação

Em Penny Dreadful, o terrível e o fantástico são verdadeiramente capazes de aterrorizar e de fascinar. Mas, ainda assim, o criador da série, John Logan, acha que isso é pouco, ou é só o começo: o que Logan quer, nesta série estupenda cuja terceira temporada começou a ir ao na sexta-feira 6 de maio (as duas primeiras temporadas estão disponíveis no Netflix), é recriar a vertigem da Inglaterra dos anos 1890 – um período de transformação tão intensa e tão abrangente que a imaginação dos vitorianos foi irremediavelmente tragada por ela, a ponto de eles às vezes não conseguirem distinguir o verdadeiro do inventado: tudo parecia possível, e nada parecia impossível.

Divulgação

E, no entanto, a toda hora vem alguém me dizer que não assiste a Penny Dreadful porque ela é uma série de terror. Fico consternada: porque adoro sentir medo (desde que seja de ameaças fictícias, claro); porque o terror é um território excepcionalmente fértil para a imaginação, a originalidade e a experimentação; e porque, neste caso em particular, quem não vê Penny Dreadful não tem ideia do que está perdendo: a viagem mais estranha, extraordinária e cheia de emoções fortes da TV – feita com produção de primeiríssima linha, escolhas de elenco altamente inspiradas, um conhecimento vasto do assunto de que se está tratando e uma paixão genuína pelo gótico. Neste momento,  Penny Dreadful faz par com Game of Thrones como a série mais ambiciosa da TV. Mas é – perdão! – melhor (e às vezes bem melhor) que GoT.

Divulgação

Penny Dreadful não se baseia em nenhum livro; é uma criação inteiramente original de John Logan, o roteirista de Gladiador, Um Domingo Qualquer, A Invenção de Hugo Cabret, 007 – Operação Skyfall e 007 Contra Spectre. Mas tem uma vocação literária que ultrapassa em muito a de GoT: nas duas temporadas já exibidas e na terceira que acaba de começar, o que John Logan faz é reinterpretar a Inglaterra vitoriana sob a ótica da literatura, da ciência, dos mitos e das fixações do período. (Para saber mais sobre as fontes em que a série bebe, leia aqui a minha resenha da primeira temporada.)

Divulgação

John Logan escreve melhor do que qualquer outro roteirista que esteja no ar no momento, e é um craque para escolher atores – o que significa que em Penny Dreadful não há papeis pequenos. Gente que aparece só às vezes (como o egiptólogo interpretado por Simon Russell Beale) ou acaba de entrar (como o naturalista do ator Christian Camargo) mata a pau com a mesma força e eficiência que os protagonistas. Eva Green é a rainha da série como Vanessa Ives, uma mulher atormentada por demônios (alguns saídos do inferno, outros de sua mente); Eva já vinha numa ascendente, mas seu desempenho assustadoramente visceral em Penny Dreadful é uma consagração. De alguns atores, como Rory Kinnear (a Criatura) e Patti LuPone (que fez a feiticeira da segunda temporada e agora reaparece como uma psicanalista), espera-se tudo mesmo, e a única surpresa é quanto mais eles têm a entregar com um roteiro como o de Logan. Já sobre outros protagonistas, como Timothy Dalton e Josh Hartnett, eu tinha lá minhas dúvidas – mas eles acabaram com elas. Hartnett, em especial, arrasa. Se eu fosse uma atriz em busca do desafio mais interessante de uma carreira, pagaria para trabalhar em Penny Dreadful. Como espectadora, não consigo pensar em nenhum motivo para não ver a série. Medo? O único medo que faz sentido aqui é o de perder a melhor criação em cartaz na TV.

37 comentários em “Penny Dreadful – A Terceira Temporada”

  1. Tenho raiva de diretores e autores de novelas brasileiros que acreditam estarem no olimpo diante de seus textos e personagens.
    Perto de roteiristas, personagens, atores e principalmente dos diálogos como em Penny Dreadfull estes gênios de novelas tem que começar tudo do zero de novo. No pré primário . Para quem tem seus medos e demônios Dreadfull é horripilante se considerarmos apenas a dureza e o horror das palavras ditas durante todos os episódios. Tudo é tão bem feito e bem dirigido que nem lembramos que um Tony Ramos ou Fernanda Montenegro existem. Sem falar que jamais poderiam ser feitos com qualquer Torlonis ou Fagundes da vida por aqui. Temos que admitir que todos os envolvidos em Penny Dreadfull ou mesmo em House of Cards sabem o que estão fazendo. Tem toda um indústria competente por trás deste show de capacidade quando assistimos coisas deste tipo. Fico pensando como é que foi feita toda a pesquisa para a produção e realmente fico com inveja.
    Já por aqui tentei mostrar um roteiro onde 3 pescadores encontram um sereia emaranhada em uma rede de pesca e aos pouco devido à mitologia ela vai eliminando todos. Um a um para a morte.
    De quase todos os diretores com quem falei, a maioria disseram que roteiro não valia nada por aqui por mais brilhante que ele fosse. O negócio aqui é money. Com dinheiro filmam até bula de remédio em 4 espisódios.
    Eles querem mesmo é o dinheiro e é isso que eles querem dirigir por aqui, money. Fora isso era melhor engavetar seu roteirozinho americano.
    É por causa disso que acho bem feito não termos cinema no Brasil. Nós merecemos isso. Quem acha que Verdade Secretas é o máximo da ousadia é porque não viu por exemplo o personagem Dorian Gray e o doce que ele vai buscar num prostíbulo na segunda temporada. As pessoas por aqui ainda acham que aparecer bunda de ator é o máximo. Que tristeza.
    Penny Dreadfull dá de 200 mil a zero na nossa vidinha de cinema nacional e novelinhas. Penny Dreadfull é coisa do demo mesmo de tão bom que é.

    Curtir

  2. Há mais de uma década eu digo aos nossos colegas de profissão:

    “Pessoal, vamos parar com essa ilusão de acreditar que estamos mesmo influenciando as decisões da massa sobre assistir ou não um filme, série ou novela. Acabou aquela velha escola do Rubens Ewald Filho de tentar levar o expectador pelo nariz, como se crítico fosse deus e o público fosse um rebanho de ovelhas sem vontade própria, esperando um guia genial para decidir tudo por elas, como uma massa de manobra coletiva, naquele delírio típico de intelectual comunista. Devemos abolir aquele sistema ultrapassado de pontuar filmes por notas, contando estrelinhas ou bolas pretas. Isso simplesmente não funciona. Nunca funcionou. Quantas vezes nós já assistimos coisas que foram malhadas pela crítica? E que adoramos como obras-primas? Devemos dar ao povo aquilo que o povo quer: informação jornalística objetiva e embasada em fatos, não em achismos. O resto fica por conta de cada leitor ou ouvinte. Ninguém quer saber de nossa “opinião”. A função do Analista de Cinema não é dar opiniões nem tentar convencer ninguém, mas sim apresentar todos os dados relevantes sobre cada obra e formar um mapa mental com todos os elementos fílmicos, para cada pessoa saber o que precisa e então decidir o que para ela seriam prós e contras e se é isso o que ela quer assistir no momento. Também devemos levar em conta o fator tempo — ou melhor, a mudança nas mentes de cada indivíduo. Se hoje alguém ler uma análise cinematográfica completa com todas as informações de descrição da obra, e não gostar do que viu, dez anos mais tarde a mesma pessoa pode ter mudado de gosto e decidir assistir a mesma obra, baseado nas mesmas informações. O que conta pra nós é deixar claro para o público o que ele pode esperar de cada produção no cinema ou TV. E é exatamente isso o que Isabela Boscov faz. Esse é o caminho. Não é mais o caso de a gente concordar ou discordar, mas de ter em mente de maneira clara qual é o nosso papel profissional. Qual é o nosso foco. O que fazer e o que evitar. O resto é conversa fiada de palpiteiro. A internet já está saturada de blogueiros assim. Então é isso: devemos respeitar a inteligência do público. O paradigma hoje é outro. E pela lógica da evolução profissional com o aprendizado dos erros e acertos de nossa profissão ao longo de mais de um século de Cinema, creio que este é o paradigma definitivo.”

    Curtir

  3. Estava em dúvida se deveria assistir, mas seu texto não me deixa outra opção senão apertar o botaozinho vermelho do Netflix no controle remoto.

    Curtir

  4. Parabéns pela análise deliciosa da série…! Eu não consigo ver terror na série; eu vejo o contraditório do ser humano e a sua busca por amor e perdão. A melhor série em anos da HBO, juntamente com GoT.

    Curtir

  5. Querida Isabela,
    Concordo absolutamente com cada vírgula do seu excelente texto. Penny Dreadful é, de fato, uma produção espetacular em um gênero que sofre um enorme preconceito. Parabéns pela crítica!

    Curtir

  6. Como fã ardoroso da série, concordo absolutamente com você, realmente uma “iguaria televisa” como poucas conseguiram ser, maravilhosa!

    Curtir

  7. Realmente uma das melhores séries de terror/suspense atual. O jeito como estão introduzindo personagens como Dorian, Dr. Jekill de o médico e o monstro, e agora introduzindo o maior
    dos monstros que vem sendo falado desde a primeira temporada… aCriatura…Penny Dreadfull eram pequenas histórias de terror horripilantes vendidas na Inglaterra vitoriana por apenas um Penny. ..eram histórias bizarras cheias de terror mesmo. Há muito não via uma série de terror tão boa, mas tb tem The Strain que não deixa a desejar nesse quesito.

    Curtir

  8. Excelente leitura sobre a série. Há diálogos extraordinários sobre a natureza humana que vejo raramente no cinema comercial. O cenário de Londres do XIX é um mergulho na imaginação. Abraços

    Curtir

  9. tentei assistir a essa série, mas perdi o interesse… acho q o fato de ter lido os livros, coisa que hoje em dia ninguém faz, acaba criando um conflito… “o q o Dorian Gray e o Frankeinstein estaum fazendo na mesma série? E tem vampiro TB? E um dos cowboys do broke back montain?” … achei meio over… mas gosto é gosto e espero que tds se divirtam!

    Curtir

  10. melhor serie do genero EVER! fico umas horinhas sem conseguir dormir apos assistir, mas no outro dia ja preciso rever o episodio! minha serie favorita junto com GoT

    Curtir

  11. Penny Dreadfull é sensacional , diferente , e excitante , vale muito a pena ver , mas hoje GOT é a melhor serie de anos que a televisão vai exibir , e acredito que e a HBO tem muitas series maravilhosas , mas comparar estas series é maldade , o bom é ver as duas , como eu vejo .

    Curtir

  12. PENNY DREAFUL sucks! Só falta o Saci-pererê! … parece novela do Manoel Carlos… ficamos todos na expectativa de que alguma coisa vai acontecer e não acontece nada… é como um mar revolto sem ondas!

    Curtir

    1. Tá parecendo o Butthead com esse “sucks”. Manoel Carlos? Saci? Se quer fast food vá ai Mc Donalds. Coisa boa para você deve ser filmes do Michael Bay.

      Curtir

  13. Penny Dreadful nos ensina que a mesma história pode ser contada mais de uma vez e não se repetir em nenhuma delas. Penny Dreadful é uma pequena obra de arte.

    Curtir

  14. Assisti as 2 primeiras temporadas pela NET, quando estava zapeando as séries e vi os nomes dos atores. Ao ver o 1° capítulo, fiquei hipnotizada!
    Lembro que assisti os 6 ou 7 primeiros capítulos na mesma tarde/noite de sábado. SENSACIONAL!!!

    Curtir

  15. Sou daquelas fãs xiitas de GOT, mas devo concordar com você, Penny Dreadful é sensacional. Iniciar a terceira temporada foi como reencontrar velhos amigos. Acredito que seja a melhor série atual.

    Curtir

  16. Que bom saber que um crítico escreve isso sobre Penny Dreadful. Eu acho a série estupenda, não só no argumento, trazendo seres clássicos do terror em uma só história, ou várias…, mas no roteiro, nas atuaçōes, e principalmente na direção de arte absolutamente deslumbrante. Definitivamente é minha série favorita. Obrigado Isabela Boscov ❤ 🙂

    Curtir

  17. (versão corrigida e sanitizada:)

    Antes mesmo de assistir, eu já sabia que com 100% de certeza “Penny Dreadful” é IMBATÍVEL e facilmente MUITO melhor do que a Guerrilha dos Trouxas. Ou Keep Walking Dread.

    QUALQUER COISA é melhor do que mais um filme ou série com ZUMBIS (impossível um conceito mais estúpido) ou cuja estória se passa (mais apropriadamente, se arrasta) na Idade Abaixo da Média.

    A ÚNICA época em toda a História da Humanidade que foi realmente MEDÍOCRE.

    Em TUDO.

    Um milênio inteiro de atraso, ignorância, preconceito, discriminação, terror, escravidão, miséria, analfabetismo, doenças, perseguições religiosas, estupidez infinita… a lista de horrores não tem fim.

    MIL ANOS DE TREVAS.

    E o cinema do século 21 não pára de glamourizar aquele inferno de pura mediocridade como se fosse a época mais brilhante, heróica e eletrizante que já existiu.

    Prefiro assistir um documentário sobre a Pré-História com os Homens de Neanderthal almoçando um fóssil de dinossauro numa caverna do que perder um segundo de minha vida com : a) dragões b) anel c) magia d) anões e) monarquia.

    Príncipes, princesas, reis e rainhas são os parasitas mais dispendiosos. Tanto que sempre são ricos.

    Não é á toa que toda mocinha jamais sonhou em se casar com um TRABALHADOR.

    Enfim: se quiserem pular direto pra uma sociedade MEDIEVAL, basta dar um pulinho em qualquer país ISLÂMICO.

    E divirtam-se por lá.

    Curtir

    1. Ok my child, please wake up.

      Você ainda vive essa farsa forjada pelos iluministas? Poxa como a nossa escola realmente é péssima em forjar livres pensantes…..

      Eu também engoli estas “doutrinas” tanto na escola quanto na faculdade (menos na faculdade, alguns professores já eram um pouco crescidinhos), e realmente é um grande engodo.

      Hoje a História tende a revisitar estes períodos com um olhar muito distinto deste. Temos bons professores em Sourborne e na América que tendem a ter um outro olhar sobre a mesma, tem alguns livros muito interessantes sobre o assunto. Recomendo fortemente rever esses critérios inclusive de avaliação dos países islâmicos, alguns (talvez poucos) podem te surpreender.

      Vale a pena crescer intelectualmente, não apenas repetir feito papagaio o que tem sido dito por alguns séculos sem questionar se de fato não foi parte de uma estratégia panfletária bem sucedida ou mesmo a verdade.

      Curtir

      1. (Resposta corrigida pela professora Hipácia de Alexandria:)

        Oh, baby, please, GROWN UP. Você não está lidando com nenhum esquerdista. Minha formação acadêmica passa a galáxias de distância do seu MEC. A escola onde estudei seguia o método americano.

        Quem confirma o que sempre se soube sobre o retrocesso científico da Era da Cegueira foram TODOS os historiadores e arqueólogos que não rezam pela cartilha da Inquisição e da Caça ás Bruxas. Começando por Leandro Narloch, autor da trilogia “O Guia do Politicamente Incorreto da História.”

        Depois de desfazer alguns mitos, ele faz o balanço geral e reconhece o óbvio ululante: a Idade Média foi um buraco sem fundo para a Civilização Ocidental, se comparada á Idade Antiga. Com o fim da Civilização Helenística do Império Romano, o que se viu foi um horror totalitário e um RETROCESSO sem precedentes em toda a trajetória humana desde o tempo das cavernas. Foi a única vez em que uma Civilização inteira deu um salto para TRÁS.

        Já que você realmente acredita que estou defendendo alguma farsa, então complete seu pensamento e PROVE como foi a realidade diferente.

        Vou dar só uns poucos exemplos:

        Na Roma Antiga, havia ÁGUA ENCANADA, cidadãos moravam em edifícios de apartamentos com vários andares e pessoas de TODAS as classes sociais sabiam ler e escrever, fazendo até pichações em paredes, de cunho sexual ou político. Na Grécia Antiga, o mestre das fábulas com animais, Esopo, era ele mesmo um escravo. A política era uma arte, com partidos de ideologias opostas se alternando no poder, com os votos populares em eleições diretas. Em Atenas, a DEMOCRACIA era direta, com votações populares em plebiscitos constantes. A Ciência era assombrosa. Com o multi-cientista Eratóstenes de Cirene, desde 200 aC. que já sabia-se que a Terra girava em torno do Sol e que nosso planeta é uma esfera, e até mesmo o tamanho da circunferência do nosso planeta. No Egito, cientistas ateus davam os primeiros passos do que seria a Primeira Revolução industrial com máquinas a vapor. Ainda em 87 antes de Cristo, os gregos criaram um precursor de todos os computadores, a Máquina de Anticítera.

        Sócrates, o Escolástico : “Havia em Alexandria uma mulher chamada Hipácia, que fez tantas realizações em Literatura e Ciência que ultrapassou todos os filósofos da época. Tendo progredido na escola de Platão e Plotino, ela explicava os princípios da Filosofia a quem a ouvisse, e muitos vinham de longe receber os ensinamentos. Hipácia distinguiu-se na Matemática, na Filosofia, na Astronomia, na Física e foi ainda responsável pela Escola de Filosofia Neoplatônica.”

        Hipácia de Alexandria (355 – 415) foi uma cientista matemática, astrônoma, filósofa neoplatônica e professora de filósofos. Um dos seus alunos foi o notável filósofo Sinésio de Cirene, que lhe escrevia frequentemente, pedindo-lhe conselhos. Matemáticos confusos, com algum problema em especial, escreviam-lhe pedindo uma solução. E ela sempre os salvava. Aos 30 anos já era diretora da Academia de Alexandria, sendo muitas as obras que escreveu nesse período. Desenvolveu sistemas de pensamento e método científico que deram impulso ao que seria um novo Salto Evolutivo para a Humanidade. Provavelmente a mulher mais inteligente que já existiu.

        E por aí vai.

        Na Idade Média, o sistema de água encanada sumiu e quase TODAS as pessoas de TODAS as classes sociais eram ANALFABETAS. Foi decididamente a única época em toda a História da Humanidade em que até mesmo os reis e rainhas NÃO SABIAM LER NEM ESCREVER O PRÓPRIO NOME. Até mesmo o próprio imperador Carlos Magno era 100% iletrado. Quase todo o conhecimento da escrita estava concentrado na elite que detinha o poder: a Igreja. E os clérigos não dividiam esse poder com mais ninguém. Concentração de conhecimento = poder significa o quê? Totalitarismo, ignorância e atraso generalizados. Lógica pura.

        A Economia era uma piada: a FOME era tão gritante que era comum pais e mães ABANDONAREM os filhos para morrer na floresta. Esta foi a origem do conto de fadas de João e Maria, que teve este dado alterado pelos irmãos Grimm no século 19, quando este tipo de coisa se tornou intolerável, e eles inventaram a figura da madrasta malvada.

        Não havia mercado livre nem comércio internacional. Reinava o ISOLAMENTO. Ou seja, não haviam as condições básicas de enriquecimento ou produção de riqueza. Logo, reinava a miséria.

        Até a cultura era bizarra: a Idade Média foi a única época em que a maioria das poesias e canções de amor NÃO eram de um homem para uma mulher ou vice-versa, mas para DEUS.

        Política não existia.

        Isso só pra começar uma montanha de argumentos a favor de minha afirmação.

        Sua vez.

        Curtir

      1. Cara Dora,

        Eu já li sobre “O outono da idade média”, do Huizinga — no colégio, muitos anos atrás.

        Pena que os 977 anos da Idade Média NÃO se limitaram apenas ESTE outono, né?

        Como se pode concluir logicamente, quem está falando besteiras por aí é você.

        Curtir

    1. Eu também me surpreendi muito com ele.Já sabia que era bom ator,mas ele é mais que isso,é um GRANDE ator de nível galactico!Todos são ótimos.Eva green é uma jóia,mas oque falar do Dr Frankstein e de Dorian grey????E a coisa esta ficando muito melhor com os outros personagens.Sem palavras.tenho medo sim:de ser assaltada,de ficar sem emprego,mas desta série,digo que é o meu divertimento favorito.Se tivesse que escolher iria direto p/ a época Vitoriana.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s